Entre parênteses
01/18/2012
O dia chegou. Dia do que? Do dia. Não importa. Dia de mudar. De transformar. De ser. De estar, independente da sala ou do ambiente. O que deveria ter sido e não foi, acabou. O que deveria ser, se não é, não é para ser. E o que não importa? Não importa o que era para ser, e sim o que é. O que é no dia que chegou, mas se chegou é porque esse é o dia para ser. Então seja. Ou “sejo”, se estiver falando comigo mesma, o que é bem provável. “Sejo” é melhor do que “sou” porque “sou” sugere que já sou assim no dia de ser. Então “sejo” mostra que estou ordenando a mim mesma para ser no dia de ser certo. Então sejo. O dia chegou. Sejo. Sejo você também, no seu dia de transformação. Mas tente não inventar flexões verbais, não pega bem.
Manual de Sobrevivência em um Apartamento
06/25/2011
Pra quem morou em casa por mais de 28 anos, mudar para um apartamento pode trazer muitas novidades. No nosso caso, a adaptação foi super tranquila – aliás essa foi a pergunta que mais ouvi nos últimos meses – mas existem algumas coisas que eu não pude deixar de notar. Para os que moraram a vida inteira em apartamento, talvez sejam coisas completamente normais mas, mesmo no auge do meu desligamento, algumas coisas me chamaram atenção:
1. No início eu realmente acreditei que não tinha vizinhos. Em dias de sol, eu podia ver pela sacada a piscina lotada (não descia porque estavamos fazendo a mudança obviamente) e a garagem com 100% de ocupação. Mas passei a acreditar que eram todos figurantes – sim, os carros e as pessoas – uma vez que NUNCA cruzava com ninguém, nem no elevador, nem no salão de jogos, nem no hall, nem em lugar nenhum. Essa situação se prolongou por meses. Nossa garagem pode simplesmente ser estacionamento de algum vallet nas redondezas, certo: Sim, é o mais provável. Sempre ouvi falar do constrangimento de encontrar pessoas no elevador, se deve cumprimentá-las, conversar ou não, mas nem essa dúvida eu podia ter, uma vez que não encontrava ninguém. Agora as coisas já mudaram um pouco, sei que tenho alguns vizinhos. Quer dizer, tenho quase certeza disso.
2. Ainda bem que mudamos para um lugar próximo de casa, porque senão, cada vez que eu voltasse meio alegre e errasse o caminho indo para o lar antigo, daria uma trabalheira voltar tudo.
3. Os avisos colocados no elevador definitivamente não foram feitos para quem mora até o segundo andar, sempre com textos longos e muita enrolação, nunca diretos na mensagem. O que eu consegui descobrir até agora sobre a utilização da piscina foi: “Senhores condôminos, para melhor aproveitamento do espaço externo dos prédios, gostaríamos de solicitar que a partir de abril…” Sobre o funcionamento dos elevadores, o que sei é que: “São Paulo, XX de maio de 2011. Caros moradores, gostaríamos de retomar algumas informações importantes em relação à utilização dos elevadores social e de serviço…” E tem um informativo que eu nem cheguei a descobrir qual era o tema: “Senhores condôminos, em virtude dos acontecimentos da última reunião de ata e de acordo com a lei número #$%¨&*(&¨%$ do código brasileiro de sei-lá-0-que, fica determinado que a a partir da data…” Sério, se eu tivesse tempo para ler contrato e coisas escritas em “advoguês”, não seria nos 20 segundos dentro do elevador. Os responsáveis pela redação desses textos deveriam fazer curso com os clientes de merchandising, que precisam passar toda a informação em 30 segundos, às vezes menos. Por isso até o momento não sei basicamente nada sobre o prédio. Talvez um dia eu resolva ir até o oitavo andar (sim esse é o último andar, apesar dos informativos paracerem ter sido feitos para um prédio de 45) e assim descubro do que se trata tanto conteúdo.
4. Quando você mora em casa e sai para beber (de carona é claro, afinal de contas você saiu para b-e-b-e-r), a volta é extremamente simples. Seus amigos te deixam na porta, você entra em casa e busca seu quarto. Quando você mora em apartamento e seus (santos) amigos te deixam na portaria, as coisas não são tão simples assim. Então aqui vão alguns conselhos básicos para os “apartamenteiros” de primeira viagem:
- Não adianta se aproximar do interfone da portaria, apertar o botão e dizer “oi, sou eu”.
- Ao entrar no prédio, façanha 2: preste atenção ao ambiente externo e se concentre em cumprimentar o porteiro de acordo com o momento correto do dia. Provavelmente estará escuro lá fora, então procure dizer “Boa noite”. Nunca “bom dia”, nem “boa tarde”, muito menos os dois na sequência. Se for uma tarefa difícil, diga apenas “oi”. Eles irão entender.
- O alarme do carro não abre a porta do elevador.
- E por mais vezes que você tenha utilizado o elevador, ele continua não sabendo em que andar você mora. Não adianta entrar nele e esperar que ele te leve ao seu apartamento. Você precisa apertar o botão do respectivo andar.
- O alarme do carro também não abre a porta do seu apartamento.
- Começar a rir no corredor ao perceber que a porta não abriu, pode assustar seus vizinhos caso eles ainda estejam acordados.
Acho que por enquanto é isso. Tem muito mais coisas para se dizer em relação a morar em um prédio, então em breve posso escrever uma “parte II”. E olha que ideia boa, vou colar esse texto no elevador! Tem quase a mesma quantidade de caracteres dos nossos avisos mesmo. =)
O não-trânsito de São Paulo
12/05/2010
É isso mesmo que você acabou de ler. No famoso “horário do rush”, a cidade de São Paulo não tem trânsito. A cidade simplesmente para. A palavra trânsito significa ato de transitar, ou ainda, movimento de veículos em determinada área. Definitivamente não é o que acontece durante os horários de pico na sexta maior cidade do planeta. Então vamos combinar que “está o maior trânsito” não é uma frase para ser usada em São Paulo às 18h30. E provavelmente em horário nenhum.
Congestionamento: acúmulo de pessoas, veículos ou objetos, impedindo ou dificultando a livre circulação. Essa sim é uma ótima definição para a cidade mais populosa do Brasil. Pouco tempo atrás, a revista Time Magazine publicou uma matéria afirmando que a cidade de São Paulo tem os piores engarrafamentos do mundo. Não é preciso ser um grande estudioso no assunto para chegar a essa conclusão, basta estar na rua no horário “certo”. Com sorte, você pode ter um compromisso às 19h30, em véspera de feriado prolongado, pleno temporal de verão e participar de um recorde histórico: 293 km de congestionamento. Mas como diriam as pessoas que adoram olhar “a metade cheia do copo”, pense pelo lado positivo, você acabou de ajudar a fazer história! haha (sem ofensa aos que olham o lado cheio do copo, é apenas uma b-r-i-n-c-a-d-e-i-r-a)
Agora vamos ao que interessa, tenho duas coisas para colocar sobre o assunto. Em primeiro, a CET atrapalha o trânsito. Em segundo, algumas humildes e felizes sugestões de como reduzir esses engarrafamentos. Explico.
Ponto um. De alguma forma bizarra e incompreensível, a Companhia de Engenharia de Tráfego atrapalha, e muito, essa situação. Digo isso porque quando volto do trabalho (sim, no horário do rush) todos os dias enfrento a lentidão da cidade. E, por alguma razão, quando os semáforos estão desligados por falta de energia, o caminho flui maravilhosamente bem. Volto para casa em tempo recorde. O que isso quer dizer? Que os faróis não estão sincronizados adequadamente? Que os engenheiros de tráfego estão mais preocupados com as multas de rodízio (para pessoas que tentaram sair do “centro expandido” no horário correto mas não conseguiram por causa do c-o-n-g-e-s-t-i-o-n-a-m-e-n-t-o) do que com a engenharia de tráfego em si? Nem vou entrar aqui na discussão da indústria da multa, porque é um tema que mereceria um post inteiro a respeito.
Ponto dois. O que eu acho que poderia ser feito. Não concordo que aumentar os dias de rodízio de veículos faria alguma diferença. Nas primeiras semanas e meses, talvez. Mas logo em seguida a situação se agravaria novamente , como já vimos acontecer. Outra coisa, reduzir a venda de carros? Dificultar o financiamento? Convenhamos, essa discussão não leva a nada, isso não vai acontecer. Além do óbvio – aumentar a malha metroviária/ferroviária e melhorar as condições do transporte público – acredito que deveria haver uma mudança no pensamento geral e na forma de existir dos empregos.
Horários alternativos como das 11h às 20h, das 12h às 21h, etc. Ou, por exemplo, um rodízio diferente. Uma vez por semana, ao invés da pessoa ir trabalhar mais tarde, ela trabalharia em casa (nas profissões/cargos que permitem que isso ocorra, obviamente, vamos ter bom senso). Tenho certeza que muitas pessoas têm condições de fazer isso. Combinado com os chefes, rodízio no departamento, alguma forma de ter controle que a pessoa fez o que deveria fazer em casa – com base em resultados, é claro. Além de auxiliar o congestionamento a voltar a ser trânsito, certamente haveria mais satisfação para grande parte das pessoas, que evitariam o estresse do caminho, gastariam menos comendo fora e poderiam ter mais qualidade de vida, ao menos em 20% de seu tempo de trabalho.
Sei que isso não vai acontecer e devem achar que pirei, mas na verdade penso que o conceito e a jornada de trabalho que existem hoje faziam sentido em 1880, mas são completamente inadequados à nossa atual realidade, principalmente se levarmos em consideração a evolução tecnológica e a expansão da internet. O mundo passou por uma revolução e continuamos trabalhando como antigamente. Ninguém questiona porque assim foi ensinado por nossos pais e a eles pelos pais deles e a eles pelos pais deles. Mas não podemos continuar sem pensar no por que nosso trabalho acontece da forma como acontece.
Uma observação importante: eu não acredito nessa história de que a internet afasta as pessoas, diminui o relacionamento humano e que as pessoas deixam de aproveitar a vida. Faz isso quem quer, com ou sem internet.
Dizem que a internet “encurta distâncias” então deveríamos usar isso a nosso favor no dia a dia do trabalho e, em especial, a favor do trânsito em uma cidade que está a beira do caos. Enquanto isso não acontece, pessoal do copo-metade-cheio, vejam que legal, mais um recorde: São Paulo virou o maior estacionamento a céu aberto do mundo. E você faz parte disso, parabéns!
O quinto poder e eu
07/17/2010
legislativo, executivo, judiciario. ok, essa parte está mais do que esclarecida. então, temos o quarto poder, o da mídia, o do jornalismo, com sua influência e capacidade de manipular a opinião pública. então eu acho que o quinto poder deveria ser o da palavra. que é na verdade a base de força de todos os outros quatro poderes. a palavra é quem elege, é quem divulga, é quem convence, é quem explica, é quem mente e é quem diz verdades também. é a base de tudo.
tudo que é dito ou escrito, seja na internet, seja pessoalmente, seja na tv, nos jornais ou nas revistas, por um momento, é verdade absoluta. mesmo que seja desmentido no momento seguinte. simplesmente porque foi dito. porque a palavra não pode ser retirada. ela pode ser distorcida, explicada, deletada e até reescrita. mas a partir do momento que ela existe em determinado contexto, ela simplesmente existe para quem a recebeu.
e ela não pertence apenas à midia. ela não influencia apenas nas grandes coberturas. ela interfere em nosso dia a dia. ela pode encantar, seduzir, mas pode também destruir. é uma arma que todas as pessoas possuem à sua disposição, mas a maioria nem percebe como isso pode afetar os demais. todos deveriam ter mais cuidado com as consequências dessa arma, porque geralmente elas não podem ser vistas a olho nu. ninguém sai sangrando após ter sido atingido por uma palavra perdida em uma briga. mas pode sair ferido como se realmente tivesse levado um tiro.
a palavra é um poder que pertence a cada um de nós. resta saber como vamos utilizá-la.
se eu puder escolher uma, hoje, para dizer a quem quer que leia esse texto, eu ficaria com a palavra “amor”. pode ser piegas e tudo mais, mas então finalmente eu compreendo a profundidade e o poder das músicas dos beatles, influenciando gerações e gerações além de qualquer fronteira. ao usar as palavras, vamos então nos inspirar – cada um com suas referências – nos grandes músicos, líderes e exemplos que a humanidade teve em tantos séculos de história. E vamos dizer apenas o que possa trazer o bem, o crescimento.
beijos e, como diriam John Lennon e Paul McCartney, “Love, love love.”
Em primeiro lugar preciso esclarecer uma coisa: não entendo nada de futebol. Provavelmente por isso estou indo tão bem nos dois bolões dos quais estou participando. Na minha cabeça realmente a frança não era muito boa e não passaria para as oitavas, nem para as quartas, nem para as terceiras e nem para as segundas. Por sua vez, a corea do norte poderia sim fazer gol no brasil, assim como a grécia faria gol na copa, por que não? Fora isso, ver a felicidade de times africanos e asiáticos me faz torcer por eles também.
Colocado isso, vamos à argentina. Chegar em buenos aires em plena copa do mundo é, no mínimo, uma experiência muito divertida. Fora os desencontros do desembarque (aparentemente eu e bia não percebemos que embarcamos no vôo errado) e o frio que chegou a dois graus, tudo correu bem. Logo no traslado do aeroporto para o hotel, perguntamos para o motorista quem ele achava que ganharia a copa. Eu esperava ouvir um fervoroso “a argentina, é claro”, como acontece quando fazemos a qualquer brasileiro a mesma pergunta e a resposta é sempre o brasil, com ou sem dunga. Para minha surpresa, ele fez uma análise imparcial sobre as chances de cada time, inclusive elogiou muito a seleção brasileira. Nesse momento percebi que as coisas na argentina não eram exatamente como eu imaginava.
Os argentinos são fervorozos, festeiros e apaixonados, assim como os brasileiros. Quase nossa continuação. Ao contrário do que haviam me dito (inclusive com conselhos de não usar a blusa do brasil aqui) eles não se parecem em nada com o “inimigo”, parecem muito mais nossos irmãos ou primos. No dia do jogo da argentina, buenos aires muda, assim como são paulo. Camisas azul e branco lotam as ruas. As pessoas se agitam pela cidade e as vuvuzelas avisam que o jogo vai começar. Nesse momento, os carros somem, as pessoas se amontoam nos bares, as lojas fecham e as ruas ficam desertas. Assistimos parte do primeiro tempo em um bar, mas no meio do jogo saímos para ver a cidade. Quase tão deserta quanto são paulo fica durante a partida. A única loja que encontramos aberta, é claro, era a de um brasileiro. Depois fomos a um centro que a cidade preparou para a população assistir aos jogos. Um lugar muito legal onde centenas de pessoas ficam, em pé, ao redor de cada telão. Assim que eu descobrir como fazer isso, posto uma foto aqui. Estávamos chegando na calle florida (uma das principais ruas da cidade) quando o jogo terminou. Vitória argentina e um enxame azul e branco surgiu nas ruas. Não sabíamos de onde saia tanta gente, mas estavam todos tão felizes, que era impossível não torcer junto.
O jogo da nossa seleção resolvemos assistir em uma balada de brasileiros que nos indicaram aqui, chamada “maluco beleza” – sim, nome bem sugestivo. Meia hora antes do jogo, a fila já quase virava o quarteirão. O que vocês acham de começar a beber cerveja às 11 horas da manhã? Pois é, era balada de verdade, durante todo o dia. Inclusive com coxinha ou feijoada, conforme dizia no site. Vai entender. Toda imprensa argentina estava lá, querendo acompanhar a comemoração e as reações dos brasileiros a cada lance. Antes de entrar, em entrevista ao CQC argentina, eles quiseram que eu fizesse embaixadinhas, uma competição entre brasileiras e argentinas. Considerando que eu estava de saia justa e bota, podem imaginar que não foi muito possível, certo? E, no final do jogo, a bia e eu também fomos entrevistadas por emissora argentina, os repórteres lá eram muito legais e no fim tudo foi festa.
Apesar dos avisos, saí pela cidade com a blusa do brasil. E ninguém me xingou, ninguém discutiu, ao contrário, as pessoas foram muito legais. Nas ruas falavam do “fútbol”, nas lojas perguntavam se o brasil tinha ganhado, se estava na próxima fase e, o máximo que ouvimos ao contrário disso foi “avante argentina”, mas sempre com sorriso no rosto. Não tenho o que falar deles. Aliás tenho uma coisa sim, eles não são nada do que nos ensinam no brasil. Depois de conhecer o povo daqui, não torço mais para que eles percam todos os jogos como antes. Também não quero que eles ganhem a copa, é claro, afinal de contas, ninguém merece a promessa do maradona.
Assistir a alguns jogos da copa aqui é uma experiência diferente. Não gosto muito de criticar o dunga, sou publicitária e jornalista, ele deve entender mais de futebol do que eu. Muito menos critico os juízes, a cada dia mais acredito que eles apitam os jogos com o três coisas no bolso: o cartão vermelho, o cartão amarelo e o papel do meu bolão. Então está tudo bem. E só pra constar, no meu bolão o brasil não será campeão da copa. Desse jeito fico feliz de qualquer forma. Se o brasil ganhar, comemoro que somos hexa. Se o brasil perder, comemoro que ganhei o bolão. Afinal de contas, futebol é um jogo de estratégia.
Beijos a todos e, assim que conseguir, posto fotos da viagem! =)
Ei, você que é muito mas muito legal!
03/03/2010
Estou há diversos dias sem escrever no blog, eu sei. Resolvi recomeçá-lo em uma época um tanto quanto corrida, com feriados, mudança e uma vida que virou de ponta cabeça. Sem internet, espaço, tempo ou condições, o blog acabou ficando um pouco de escanteio. Por isso nessa semana nem enviei o link para ninguém. Então se alguém estiver aqui lendo esse texto agora, é porque é alguém muito, mas muito legal.
Se você que está lendo esse texto é muito, mas muito legal, então deixe seu nome e endereço que logo entraremos em contato com você. Sem nenhuma razão específica mesmo, apenas pelo fato de que pessoas muito mas muito legais devem ser contatadas. Inclusive, se você enviar o link dessa página para 9 pessoas, em 2 minutos irá receber a ligação de alguém muito especial. Mas não pode ser mais do que isso, senão não funciona. E se você não enviar para 17 pessoas imediatamente, irá tomar – sem querer – o boa noite cinderela e acordar em uma banheira cheia de gelo, sem os rins. Não me pergunte como isso é possível, mas uma amiga da prima do tio do amigo da minha cunhada garantiu que acontece d-e-v-e-r-d-a-d-e. E não é legal ficar sem os rins. Mesmo. E tem mais, se fosse piada, tenho certeza que você enviaria para toda sua lista. Mas como o texto fala sobre Deus (aqui ó: “Deus”) apenas os 7% mais destemidos terão coragem de encaminhar.
Já encaminhou? O que era prá encaminhar mesmo? Ok, não lembro. Então faz o seguinte, abra o primeiro e-mail da sua caixa de entrada e encaminhe para toda sua lista de contatos, só pra garantir. Seja lá sobre o assunto que for. É assim, tipo na sorte. Vai. Agora. Não foi ver qual é o e-mail ainda por quê? Estou esperando, vai lá, manda e depois volta aqui. Já voltou? Era e-mail de trabalho? E daí? Volta lá e encaminha assim mesmo, dessa forma vai ter mais gente pra te ajudar. Vai lá. Como você é uma pessoa legal, mas muito legal, vou dar outra chance para você encaminhar para 9 e depois para 17 pessoas com sucesso total.
Voltou? Pronto, ufa. Estamos livres e com os rins garantidos. Por hora. Até o próximo e-mail amedrontador. Mas considerando que hoje é madrugada de quarta-feira, são 3 horas da manhã e estou aqui “falando” sozinha, teria sido melhor ter tomado o boa noite cinderela mesmo. (e apenas para esclarecer: não, não estou bêbada, estou apenas voltando do show que fui com a Bia).
Já sei, tive uma idéia melhor! Você que está aqui lendo um monte de abobrinhas sem eu nem ter mandado o link hoje é uma pessoa muito mas muito legal então deixe seu nome completo e seu telefone celular nas linhas abaixo, porque, da próxima vez que tiver acordada nesse horário, eu te ligo ao invés de ficar aqui falando sozinha! Olha que idéia genial. Combinado, querido leitor (muito mas muito legal). Nos falamos na próxima madrugada. Beijos e boa noite!
Pauta de carnaval – ops, troca!
02/19/2010
Como carnaval é o assunto do momento, o post de hoje seria sobre ele. Então comecei a pensar, todo ano é a mesma coisa: micaretas, desfiles de escola de samba, congestionamento nas estradas, previsão do tempo nas praias, brigas de torcidas, blocos de rua, foliões isso, foliões aquilo. Isso tudo vocês já sabem, né?
Então resolvi escrever sobre um quadro do programa É Tudo Improviso, da Band. Não, não é porque trabalho lá e sou fã da programação (quem me conhece pode imaginar o que estaria escrito nesse parênteses) e sim, porque sou fascinada pela ideia de um dos jogos que eles apresentam: o Jogo do Troca. Quem nunca assistiu na Band talvez conheça pela MTV ou mesmo por grupos de teatro como o Jogando no Quintal. Ótimos por sinal.
O desafio é simples: enquanto os atores apresentam uma cena qualquer, o apresentador interrompe dizendo “troca” e, seja lá o que eles estiverem falando, precisam reformular a frase imediatamente. (eu ia inserir um vídeo demonstrando o jogo aqui, mas acho que dá prá entender com minha explicação maravilhosa, certo?)
O que me encanta no jogo é imaginar como seria se pudéssemos falar “troca” na vida real. Então me pego rindo sozinha imaginando situações e pessoas que definitivamente mereciam um “troca”. Podem imaginar?
Chefe para o funcionário:
- preciso que você faça x, y e z. (TROCA!)
- ok, então preciso que você faça a, b e c… (TROCA!)
- ah, deixa que eu faço sozinho!!!!
Mãe para o filho adolescente:
- não volte tarde filho, fico preocupada. (TROCA)
- volte a hora que você quiser, mamãe confia em você. (TROCA)
- não precisa voltar essa semana, vai curtir a vida um pouco.
Lula para a população:
- não se preocupem, é apenas uma marolinha. (TROCA)
- o mar está meio bravo, mas ainda dá pé… (TROCA)
- corram companheiros, é um tsunami e vocês vão perder o emprego!!!
Pedro Bial para os telespectadores:
- e começa agora o Big Brother Brasil 18! (TROCA)
- e termina agora o Big Brother Brasil 18! (TROCA)
- e o Big Brother Brasil nunca mais será exibido!!
Comissária de bordo para o passageiro:
- sinto informar mas seu vôo está com overbooking. (TROCA)
- sua poltrona é a 245 b, do lado direito, no meio. (TROCA)
- devido ao overbooking, transferimos sua passagem para a primeira classe.
Namorado para a namorada – 1:
- espera só terminar o jogo, faltam apenas 105 minutinhos. (TROCA)
- tudo bem, no intervalo podemos ir ao shopping. (TROCA)
- oba, vamos fazer compras, eu nem queria ver o jogo mesmo!
Namorado para a namorada – 2:
- festa? ai que saco, todos aqueles seus amigos estarão lá… (TROCA)
- tá bom, se você insiste eu vou na tal festa. (TROCA)
- faz assim, vou sair com meus amigos, aí você vai sozinha na festa e aproveita bastante!
Diretor para os funcionários:
- estamos passando por uma fase de crise, precisamos da sua colaboração. (TROCA)
- a situação não está boa, mas não deixaremos isso interferir na empresa. (TROCA)
- dane-se a crise, aumento prá todo mundo!!
Locutor para os apostadores da Mega Sena:
- e os números sorteados foram: 06-18-35-48-59 e 60! (TROCA)
- e os números sorteados foram: 02-25-27-49-53 e 54! (TROCA)
- e os números sorteados foram: 17-22-30-41-42 e 55!
(droga, acho que nesse seriam necessários uns 20000 “trocas”)
Faustão para… bom não sei exatamente com quem ele fala:
- e agora com vocês as Vídeo Cassetadas inéditas! (TROCA)
- estou ficando um pouco afônico, cadê minha voz? (TROCA)
- ………………………………….
William Bonner para o Brasil:
- Dilma chega a São Paulo em plena campanha eleitoral. (TROCA)
- Dilma no Sírio Libanês para mais uma plástica intervenção cirúrgica. (TROCA)
- Dilma será Rainha de Bateria na Beija Flor!
É quase impossível não rir quando alguém fala algo que não quero ouvir e começo a imaginar o “troca”. E você, para quem falaria TROCA?
Um novo céu
02/09/2010
Pra começar o blog, uma homenagem que escrevi há quase quatro meses e não tinha conseguido ler novamente. Até hoje.
“Hoje o céu ficou mais feliz. Mais divertido. Mais iluminado. As cores foram todas trocadas. As formas, invertidas. As idéias, viradas de ponta-cabeça. A nuvem cinza chumbo virou uma mistura entre violeta, azul turquesa e amarelo ouro. Cada cor na proporção certa é claro. Um rabisco fora do lugar rapidamente se transformou em um gato. O céu estava carente deles com essa idéia de sete vidas. Mas hoje esse problema foi resolvido. Qualquer frasco de tinta, lápis perdido ou guardanapo usado (alguém usa guardanapo lá?) se transformará rapidamente em um felino cheio de vida. Apesar do paradoxo e justamente por causa dele. As pedras no caminho não serão mais vistas como obstáculos e sim como novas oportunidades de se inventar o que der na telha. E tudo será visto por novos ângulos. O novo céu, cheio de gatos, abstratos, pedras e idéias mirabolantes, nunca mais será o mesmo. Nunca mais terá dias cinzentos, dias sem histórias incríveis, dias sem questionamentos, dias sem (por que não?) uma porção de teimosia e dias sem um docinho (“mas é só um pedacinho”). Hoje os anjos receberam um grande reforço no seu time. Mas terão que explicar por que não se pode usar calça jeans no céu em pleno século XXI. E por que as “roupas” são tão branquinhas e sem criatividade. E por que não se pode usar um broche ou um pedaço de qualquer-coisa transformado imediatamente em acessório ou enfeite. E por que as auréolas não podem ser pintadas e coloridas em ano de olimpíada. E por que não se pode modelar as nuvens como se fossem pedaços de argilas prontos para serem esculpidos. E ainda, por que cargas d’água ninguém enviara as provas de que a existência continuaria mesmo após tanta insistência. É, hoje os anjos foram abençoados. E cobrados também. Por uma ótima razão. Porque a luz que durante 80 anos iluminou a terra e os seres humanos agora voltou para o seu lar. O dos anjos, sim. Que ajudam, amparam e protegem a todos a seu redor. O anjo Guigui, que entre piadas e gracinhas, auxiliou a todos que estavam ao seu alcance e fez do mundo um local melhor. A partir de hoje, o céu nunca mais será o mesmo. O aperto e a saudade de quem fica do lado de cá, também não. Mas isso é assunto para um outro guardanapo.
Que cada um de nós tenha um décimo de sua benevolência (o nome já diz tudo), vó, e o mundo com certeza será um pedacinho de paraíso.
Beijos de uma neta aprendiz, que pisa no seu pé e tem muita saudade. Cacá”
21/10/2009
Tudo novo de novo.
02/06/2010
É verdade, esse blog já existia antes. Com outros textos, em outra fase, com outra visão, em outra idade e com outras ideias tão diferentes, que as de agora sequer aceitam acento no “e”. Se até a ortografia – que geralmente leva séculos para sofrer qualquer tipo de alteração – mudou, imagine minha vida desde então.
Claro que não joguei nada fora, um dia tudo aquilo fez sentido, apenas criei uma nova página. Por isso a partir de agora, começo tudo de novo no Carolina Express. Sei que ainda vou mudar muito. Meus pensamentos, minhas palavras e minhas ideias-agora-sem-acento. Mas tudo bem, quando isso acontecer, começo tudo novo de novo.
Sobre o título:
Três linhas para esclarecer Express. Verbo: expressar, manifestar. Adjetivo: expresso, rápido, claro (às vezes nem tanto). Isso sem contar o “press”, que por enquanto fica ali, quietinho, camuflado.
Sobre o conteúdo:
Então você me pergunta sobre o que pretendo escrever. Seria sobre um pouco de tudo se na verdade não fosse muito do nada. Simples assim.
Sobre você:
Se por alguma razão você chegou até aqui, seja por interesse, por não ter o que fazer, por ter cansado do trabalho hoje, porque o paciência não está funcionando, por indicação de um amigo da onça, porque é da família e precisa fazer média, porque tem uma baleia fofa no twitter, porque o orkut não quer te dar um donut, porque está no intervalo da novela, porque queria saber se eu tinha algo a dizer (e a essas alturas já constatou que não) ou mesmo só por curiosidade, seja muito bem-vindo, com ou sem hífen.